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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A falácia do apelo à misericórdia e a mídia corporativa

 Por Jarir Pereira

    Hoje, a edição do CETV mostrou uma matéria claramente parcial com conteúdo emocional para colocar a opinião pública contra os profissionais da educação.
    A Greve dos professores até agora tem mantida a sua legalidade em uma conjuntura em que os aparelhos judiciais do Estado criminalizam o movimento legítimo dos trabalhadores. Uma da maneiras de desqualificar o movimento justo dos trabalhadores é usar a Grande Mídia para colocar a opinião pública contra os trabalhadores em Greve. E aqui entra o uso da falácia "ad misericordiam" ou apelo à misericordia na retórica demagógica de jornais que se julgam imparciais na notícia. 
   Uma falácia ocorre quando na argumentação as premissas utilizadas não sustentam a conclusão do raciocínio. No caso da falácia do apelo à misericórdia,  o argumento consiste em pressionar psicologicamente o telespectador, desencadeando sentimentos de piedade ou compaixão. Um exemplo é a matéria do CETV mostrando que os alunos estão sem aula por culpa dos professores. Os jornalistas escondem as reais causas da greve dos professores e através da emoção tenta colocar a opinião pública contra os professores. O pior é que até professores caem nesta falácia quando afirmam que "não entro em greve por que não quero prejudicar meus alunos". Um olhar mais profundo da nossa realidade educacional mostra justamente o contrário: quando eu não denuncio as injustiças do governo contra a educação pública, aí sim é que eu estou prejudicando meus alunos. Até admito um pai e uma mãe pensar que educação se reduz a uma professor dentro de uma sala de aula com quadro e um pincel na mão (alguns ainda giz), pois muitos desses pais tiveram seu direito à educação negado pelo Estado. Mas, quando ainda encontro professores com este modelo arcaico e reducionista de educação, penso que o maior trabalho de conscientização é o da categoria consigo mesmo, pois como consciência aprisionadas por falsas lógicas podem libertar outras consciências?
     O comodismo, o conformismo e pessimismo amendrontado dos professores que não aderem a greve e/ou não se mobilizam ajudam à deteriorização do ensino público de qualidade. A greve além da pauta de reivindicações é o momento de profundas reflexões sobre que modelo de educação queremos. A greve é momento de crescimento. A tecnocracia do Estado pode até me subjugar infinitas derrotas, mas mesmo assim prefiro o gosto amargo de ser livre. Lutar, lutar e lutar companheiros!

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